(Source: porramauricio)
(Source: porramauricio)
(Source: aagerencia, via amentira)
Segunda sou de alguém. Terça de ninguém. Quarta sou de outros. Quinta sou outro. Sexta sou de vários. Sábado dos otários. Domingo eu sou meu. Mas eu invento um dia pra ser teu.
Augusto Monterroso (via monstruodelsilencio)
O caminho de todos
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pulika (eu acho)
Conta um velho manuscrito beneditino que o Diabo, em certo dia, teve a idéia de fundar uma igreja.
As turbas corriam atrás dele entusiasmadas. O Diabo incutia-lhes, a grandes golpes de eloquência, toda a nova ordem de coisas, trocando a noção delas, fazendo amar as perversas e detestar as sãs.
Um dia, porém, longos anos depois notou o Diabo que muitos dos seus fiéis, às escondidas, praticavam as antigas virtudes.
— Que queres tu, meu pobre Diabo? Que queres tu? É a eterna contradição humana.
Na nossa incessante busca por si mesmo e pelo outro, vamos nos mover! Vamos nos mo
ver!
Eu não moro aqui, nem aqui quero morar. Ô beira-mar, adeus, dona. Adeus, riacho de areia. Tô remando minha canoa, lá pro poço do pesqueiro, para o povo não dizer que eu saí daqui chorando. Ô beira-mar, adeus, dona. Adeus, riacho de areia. Arriscando minha vida, por uma coisinha de nada. Procurando amor de longe, que de perto eu já deixei. Adeus, adeus, dom Mateus, eu já vou-me embora, eu morava no fundo d’água, não sei quando eu voltarei, eu sou canoeiro.